Folhas douradas, vermelhas, laranjadas e amareladas caíam em todo lugar e o cheiro era de café fresquinho. Tudo bem brega, muito clichè e meio gay, mas no meio do correr apressado da vida e da cidade, o tempo pareceu parar num raio de três ou quatro metros, enquanto estavam ali . Era tudo o que eles precisavam.
Quanto tempo fazia já não tinham mais certeza.. 15 ou 20 anos, quem sabe.. Não fazia diferença de qualquer forma, tudo o que importava era que estavam ali até hoje, lado a lado, e o que eles sentiam não tinha data marcada ou prazo de validade, só existia e acontecia ao redor dos dois, sem que eles percebessem.
Brincaram com os dedos um do outro em silêncio, respirando fundo aquele ar com cheiro de café e sentiram os segundos com gosto de açúcar escorrerem por seus cabelos e pele.
- Obrigada.. - ela espremeu as palavras pelo sorriso torto que teimava formar-se em seu rosto, por mais que ela tentasse reprimí-lo. Ele segurou seu queixo com a mão e virou o rosto dela para ele, olhando-a nos olhos.
- Pelo que, sua boba? - os olhos dele eram escuros, intensos e pouco visíveis por baixo do cabelo liso que caía-lhe sobre o rosto. Ele usava o cabelo assim desde a adolescência e dava-lhe um aspecto meio irresistívelmente desarrumado, como quem acabou de acordar.
- Por ser assim.. Por me olhar com esse olhos desde a 5ª série, os mesmo olhos há tanto tempo.. Por estar comigo, ao meu lado, até hoje e por aceitar as consequências e as dores de cabeça que esse estar trás.
Ele sorriu, bagunçando os pensamentos todos dentro da cabeça dela.
- Agradecendo você faz soar como se fosse um sacrifício, um esforço pra mim quando você sabe muito bem que é exatamente o contrário. Sabe que estou aqui ao teu lado até hoje por que isso me faz bem, por que você me faz bem, por que você é a amizade mais longa e duradoura que eu tenho. Mas como sei que agradecer faz você se sentir aliviada ou o que quer que seja, tudo bem, deixo você agradecer. - ele deu-lhe uma piscadela divertida e ambos sorriram.
- Obrigada.. Por me deixar agradecer e por isso que você falou e que eu não consigo repitir. - eles riram e a gargalhada alta dele fez o ar vibrar e ela rir mais ainda - Ah, droga.. Eu te amo! Muito.
- Eu também. Amo mais do que sou capaz de compreender. E expressar. Você não sabe o quanto é importante pra mim.
Agora ela chorava. Lágrimas finas e brilhantes corriam por suas bochechas, por entre suas pintinhas. Ele aparou uma com o dedo e sorriu ligeiramente ao observar a gotinha de água salgada escorregar por seu dedo longo e fino.
- Você é lindo.
Ele deu-lhe um beijo no canto da boca e sorriu. Tudo bem brega, muito clichè e meio gay, de novo. A relação era incompreensível e os sentimentos se misturavam todos como num liquidificador, mas tudo bem por que independente disso eles eram amigos.
Peço permissão, mesmo que atrasada uma vez que agora o texto já tá escrito, pra escrever sobre você e o David, Bee. Você deixa? É bem fictício e se você não gostar pode até fingir que não são vocês dois..
-x-x-x-
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
These feelings: A side-story about Me & Bee
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Que honra,David..Sério.Eu nem te conheço direito e você já tá colocando textos meus no seu blog!Ou melhor,eu nem te conheço direito e já tô escrevendo coisas que envolvem você..
Que promissor :) Acho que isso é um sinal de que podemos ser amigos (oi,sou força :D).
IAHEIAHIEHAIEHAIHEIAE
Hmmm..De nada,então.Eu acho.
Beijo.
Postar um comentário